"Ah! Romeu traidor, desleal, pérfido, o mais ingrato dos ingratos! Não foi a dor que matou sua mulher, porque não se morre de dor mas você, cruel, foi o carrasco, foi o assassino. Ela escrevera-lhe que preferia morrer a ser esposada por qualquer outro e que você fosse, de qualquer modo, tirá-la da casa de seu pai. E você ingrato, você indolente, você pouco amoroso, você cão mastim, dizendo-lhe que tudo estava bem, que a faria feliz, ia, no entanto, adiando dia após dia, não conseguindo encontrar meios para a satisfação da sua vontade. Agora, você está com as mãos na cintura e Julieta está morta. Julieta está morta e você vivo! Ah! traidor, quantas vezes lhe escreveu e de viva voz lhe disse que sem ela não poderia viver? E no entanto, você ainda vive. Onde pensa que ela está? Aqui dentro deste quarto ela está vagando e, esperando que você a siga, diz: 'Eis o mentiroso, eis o falaz amante e marido infiel que, ao saber que estou morta, insiste em viver'. Perdoa-me, perdoa-me, minha querida mulher, pois confesso o meu gravíssimo pecado. Mas, se a dor que sinto, desmesuradamente penosa, não é suficiente para tirar-me a vida, eu mesmo cumprirei o dever que a dor deveria cumprir. E desgostoso com a dor e com a morte que não querem me ajudar, eu mesmo me matarei".

passei aqui ricardao:P
ju