Gradow

"You've got to be crazy, you've gotta have a real need. You've got to sleep on your toes and when you're on the street you've got to be able to pick out the easy meat with your eyes closed. And then moving in silently, downwind and out of sight, you've got to strike when the moment is right without thinking.

And after a while you can work on points for style. Like the club tie and the firm handshake, a certain look in the eyes and an easy smile. You have to be trusted by the people that you lie to, so that when they turn their backs on you, you'll get the chance to put the knife in.

You've gotta keep one eye looking over your shoulder. You know it's gonna get harder and harder and harder as you get older. And in the end you'll pack up and fly down South, hide your head in the sand. Just another sad old man, all alone and dying of cancer.

And when you loose control, you'll reap the harvest you have sown. And as the fear grows, the bad blood slows and turns to stone. And it's too late to loose the weight you used to need to throw around. So have a good drown as you go down all alone, dragged down by the stone.

I've gotta admit that I'm a little bit confused. Sometimes it seems to me as if I'm just being used. Gotta stay awake, gotta try and shake off this creepy malaise. If I don't stand my own ground, how can I find my way out of this maze?

Deaf, dumb and blind, you just keep on pretending that everyone's expendable and no one has a real friend. Well, it seems to you the thing to do would be to isolate the winner and everything's done under the Sun. And you believe at heart everyone's a killer.

Who was born in a house full of pain,

Who was trained no to spit on the fan,

Who was told what to do by the man,

Who was picken by trained personel,

Who was fitted with collar and chain,

Who was given a pat on the back,

Who was breaking away from the pack,

Who was only a stranger at home,

Who was ground down in the end,

Who was found dead on the phone,

Who was dragged down by the stone,

Who was dragged down by the stone."

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Tradução:

"Você tem que estar louco, você tem que ter uma verdadeira necessidade. Você tem que estar sempre alerta e quando estiver na rua, você tem que ser capaz de pegar a carne fácil de olhos fechados. E, então, movendo-se silenciosamente, contra o vento e fora de vista, você tem que atacar na hora certa e sem pensar.

Depois de um tempo você pode começar a trabalhar o estilo. Como a gravata do clube e o aperto de mãos firme. Um certo olhar nos olhos e um sorriso fácil. Você tem que ser confiado pelas pessoas às quais mente para que, quando lhe derem as costas, você tenha a chance de enfiar a faca.

Você tem que manter um olho olhando sobre o ombro. Você sabe que vai ficar mais e mais e mais difícil conforme você vai envelhecendo. E no final, vai fazer as malas e voar para o Sul, esconder a cabeça na areia. Apenas mais um velho triste. Sozinho e morrendo de câncer.

E quando perder o controle, você vai colher o que semeou. E enquanto o medo cresce, o sangue mal começa a parar e se transformar em pedra. E é tarde demais para perder o peso que você costumava usar para mandar por aí. Então vá com tudo quando for cair sozinho, derrubado pela pedra.

Eu tenho de admitir que estou um pouco confuso. Às vezes me parece que estou sendo apenas usado. Tenho que me manter acordado, tenho que me livrar desse estranho mal-estar. Se não conseguir defender meu território, como poderei achar a saída deste labirinto?

Cego, surdo e mudo, você simplesmente continua fingindo que todos são dispensáveis e ninguém tem um amigo de verdade. Bem, parece que, para você, a coisa a fazer seria isolar o vencedor e todas as coisas feitas sob o Sol. E você acredita no fundo do seu coração que todos são assassinos.

Quem foi criado numa casa cheia de dor,

Quem foi treinado a não cuspir no ventilador,

Quem foi dito o que fazer pelo homem,

Quem foi escolhido por pessoal treinado,

Quem foi enfeitado com coleira e guia,

Quem foi dado um tapinha nas costas,

Quem foi expulso do bando,

Quem foi apenas um estranho em casa,

Quem foi pé firme até o fim,

Quem foi encontrado morto ao telefone,

Quem foi derrubado pelo pedra,

Quem foi derrubado pela pedra."

Gradow
Já faz mais ou menos um mês desde meu último post. Dessa vez, o tema será fé.
Vou começar contando um caso.
Essa sexta-feira, dia 30/05, eu e meus colegas de classe fomos a uma excursão ao Parque Nacional da Serra do Caraça (ou Santuário do Caraça) estudar sobre botânica. Após uma caminhada ecológica até a Cascatinha, paramos para o almoço. Almocei com alguns amigos e logo saímos para o tempo livre de 20 minutos. Acontece que eu já havia ido ao Caraça duas vezes antes e, conseqüentemente, conhecia-o melhor que muita gente lá. Sendo assim, recomendei que visitássemos o jardim ao lado do templo, que era muito bonito. Meus colegas não confiaram em mim e resolveram não ir. OK. Mais tarde, visitamos toda a igreja e, por fim, o jardim. Ao verem o jardim meus colegas ficaram maravilhados.
Por que não confiaram em mim?
Isso me fez pensar: por quê? Por que será que eles não confiaram em mim? Pensando nisso fui mais além, percebi que, no mundo, ninguém confia em ninguém. Por que será? E, mais importante, o quê isso tem a ver com fé?
Se eu fosse explicar o motivo, daria um post inteiro e vou deixar isso para depois. Vou me ater, agora, à segunda pergunta.
Alguém sabe o que é fé? Lendo a Bíblia de forma resumida, ou apenas de forma normal, fé é crer no impossível. Mas se fosse só isso, eu poderia muito bem crer, aqui e agora, que o cruzeiro vai ganhar do coritiba e ele, de fato, ganharia. Mas fé não é isso. Analisando cuidadosamente a Bíblia, e percebendo as várias demonstrações de fé, podemos descobrir o quê, realmente, é a fé. A fé é, não só o ato de crer no impossível. É isso e muito mais. É acreditar, do fundo do seu coração, que nada, exceto a Palavra, é absoluto; que tudo, pelo poder da força de vontade, pode ser mudado. Em outras palavras é confiar, no fundo do seu coração, em Deus. Por isso que citei o exemplo do Caraça. Eles não confiaram em mim e não puderam ver o que eu lhes havia proposto.
Mas não é uma coisa fácil ter fé. É interessante como Deus usa de coisas não-cristãs para nos dar lições cristãs, não é mesmo? Eu mesmo, como sabem, sou um otaku, e passo as horas do dia vendo anime. Um que vi recentemente é um chamado Get Backers. Ele mostra claramente isso; mostra como que, mesmo que apenas 1% de você duvide, sua mente será esmagada. E por isso é muito difícil vermos alguém com muita fé hoje em dia. Se nós não confiamos uns nos outros, como podemos fazer 100% de nossa mente acreditar em algo? Isso é um problema que só atinge os adultos e tem um repercussão terrível, porque, devido à falta de fé, muitas vezes você impede que Deus aja em sua vida.
Mas, como eu já disse, isso só acontece com os adultos, visto que crescemos em um meio que diz "não se pode confiar em ninguém, nem mesmo em sua própria sombra", e muita gente sustenta isso dizendo "maldito o homem que confia no homem". Eu sou um exemplo vivo de como a Palavra de Deus é forte para aqueles que têm fé. Eu não sei pregar, orar em público ou missionar, mas tenho o dom da Fé. Um exemplo disso é o texto que diz "o que ligares na Terra, será ligado no Céu" e eu liguei algo com Fé.
Com 10, 11 anos de idade, eu me fazia várias peguntas, às vezes filosóficas, como "o que é a cor?", "qual o tamanho do universo?". Como pode perceber, são todas ligadas à Física, mesmo eu não sendo tão bom em física. Mas uma que eu sempre me fiz foi a seguinte: "quem me garante que o que eu vejo é verdade?". Ficou provado para mim que não era, quando estudei os espectros eletromagnéticos e esse tipo de coisa. Mas eu pensei mais, eu queria saber mais. Eu não aceitava o fato de que "isso é isso e ponto final". A pergunta que eu mais me fiz foi "suponhamos que eu faça uma endoscopia e veja minha garganta e etc., por dentro. Tudo seria vermelho. O que me garante que, quando não tem nada ou ninguém olhando, ela não é, por exemplo, verde?". E eu descobri que, de fato, era, estudando a Física Quântica. Ela diz que os Quântons, partícula mínima que compõe toda a matéria, é tão instável e aleatório que apenas de olharmos para ele, ele se modifica. Ou seja, agora é X, olhei para ele, virou Y! E eu tenho certeza que eu pensei isso não porque tenho um "supergênio" ou uma incrível dedução, eu sei que por crer fielmente de coração nisso, Deus tornou isso realidade. Isso é a fé.
Pense você agora: olhe para o céu. De que cor ele é? Azul? Quem te garante que o fato de vê-lo azul hoje não o fez apagar todas as memórias de que ele era vermelho e transformá-las? Hum? Temos que entender que a nossa definição de tempo está errada. A Bíblia diz que o tempo de Deus é diferente do dos homens, por isso 7 dias podem ser 700 anos, 7 dias, 7 segundos, 142857 horas ou o que quer que seja. Mas Deus também vive no tempo do homem, afinal não é Jesus mesmo que diz que vai esperar para voltar? Se o tempo fosse apenas um, ele não teria de esperar, nós sim! Por isso, temos que abandonar nossa concepção de tempo - passado, presente, futuro - e nos atermos ao tempo humano correto: presente.
Como eu já disse, quem te garante que ontem você não era uma menina e, por acordar hoje homem, todas as memórias femininas foram apagadas, não só de você, mas de todos, e substituídas por masculinas, e vice-e-versa? O presente é o passado somado ao futuro. Se o futuro é para frente (+) e o passado para trás (-), eles se anulam, e forma o presente (0).
Por isso, a fé tem que ser algo conciso e certeiro, pois vivemos no presente, e não existe futuro ou passado, apenas o presente. Do ponto de vista físico é o oposto, mas do ponto de vista filosófico é isso mesmo.
Enfim, nossa sociedade precisa de mais fé, de crer mais nos outros, de confiar nessa criatura falha que é o homem. Afinal somos a imagem e semelhança de Deus. Acima de tudo, temos que lembrar que quando Deus diz "maldito do homem que confia no homem" ele diz "maldito o homem soberbo", ou "o homem que confia na sua própria força". Eu acredito num Deus que se eu digo e creio com 100% do meu ser "eu sou capaz de tudo!" ele me torna capaz de tudo. E você, em quê acredita?
Gradow
Esses dias tenho lido o livro de Eclesiastes e ele acabou se tornando meu favorito de todos os Poéticos e Sapienciais. Por quê? Por causa que ele prova uma coisa que Nietszche já dizia e eu sempre disse, mesmo antes de conheçê-los: Tudo é vaidade.
Como eu já disse no post "Erro", se não ficou claro pra ninguém, tudo é vaidade. Se você que está lendo isto aqui é um retardado e ainda não entendeu, não adianta dizer que você não consegue, porque tudo é vaidade.
"Mas, como assim, tudo é vaidade"? Exatamente o que a expressão quer dizer, TUDO é vaidade. Já parou para pensar nisso? Tudo que você faz na vida é por interesse, e isso é vaidade. Se você se culpa por um erro, é vaidade, pois você vira seus olhos somente para si. Se você culpa os outros pelo erro, é vaidade, pois você se acha tão "bom" que não pode ser culpa sua. Se você acha que a culpa é de todos, é vaidade, porque toda humildade, exceto a de Jesus, é vã. Se você acha que a culpa não é de ninguém, é vaidade, pois joga a culpa em Deus.
Interessante isso não é mesmo? Outra coisa interessante, pra quem não entendeu parte do post acima, é pensar a origem da palavra vaidade. O radical é vaid e isso não lembra muita coisa, certo? Mas se analisarmos outra língua formada pelo Latim, Língua Mãe do Português, como o Inglês? "Vaidade" em inglês é "Vanity". No inglês o sufixo -ity quase sempre é usado quando você transforma um adjetivo em substantivo e vaidade se encaixa nisso. Como capable vira capacity (capaz vira capacidade), Vain vira Vanity. Dou uma bala pra quem acertar o quê é Vain. Isso mesmo: Vão. Como em Português isso não é adjetivo, fica difícil entender, mas basta olharmos o que é adejtivo e com mesmo significado.
Então, como Capacidade é o poder de ser Capaz, Vaidade é o poder de ser Vão"Vã. Isso é pesado né? Uma pessoa Vaidosa, é uma pessoa Vã.
E isso fica muito bem expresso em Eclesiastes quando Salomão diz que "Tudo é vaidade e correr atrás de vento". Ora, convenhamos, se tudo que eu disse até agora não te convenceu, isso convenceu!
Enfim, o quê eu quis dizer com este texto? Absolutamente nada. Ora, se tudo é vaidade, este texto também é e, portanto, é vão.
Não queira fazer algo porque é bom, parece bom ou a sociedade julga bom, faça porque Deus gosta disso.
E isso não é vaidade.
Gradow
Ato II
Cena II

"Agora estou sozinho!
Que camponês canalha e baixo eu sou!
Não é monstruoso que esse ator consiga
Em fatansia, em sonho de paixão,
Forçar su'alma assim a obedecê-lo
A ponto de seu rosto ficar pálido,
Ter lágrimas nos olhos, o ar desfeito,
A voz cortada e todo o desempenho
E as expressões de acordo com o papel?
E tudo isso por nada! Só por Hécuba¹!
Que lhe interessa Hécuba? E ele a ela,
Para que chore assim? E que faria
Se tivesse os motivos de paixão
Que eu tenho? Inundaria com seu pranto
O palco, rasgaria com palavras
Horríveis os ouvidos da audiência;
Poria louco o réu, medroso o livre,
Conturbado o ignorante, e estuporados
Os sentidos da vista e dos ouvidos...
Mas eu, canalha inerte, alma de lodo,
Arrasto-me, alquebrado, um João-de-sonho,
Nada digo, porquanto não me enfronho
Em minha causa; causa que é de um rei
A cujo patrimônio e à própria vida
Foi imposta uma trágica derrota.
Sou acaso um covarde? Quem me chama
De vilão? Quem me parte o crânio e arranca
As barbas, para em rosto mas lançar?
Quem me torce o nariz? Quem me desmente
E jura que há de pôr-me pela goela,
Atingindo os pulmões, o que é mentira?
Quem me faz isso? Ai, bem o mereço:
Não o devia ser, mas sou um fraco,
Falta-me o fel que amarga as opressões.
Se não, eu já teria alimentado
Os milhafres do céu com restos podres
Desse vilão lascivo e esangüentado!
Vilão cruel, traidor e incestuoso!
Oh, vingança!
Ah, que jumento eu sou! Isto é decente,
Que eu, filho de um bom pai assassinado,
Chamado a agir por anjos e demônios,
Qual meretriz sacie com palavras
Meu coração, co'as pragas das rameiras
E das escravas!
Arre, que asco! Mas ergue-te, meu cérebro:
Ouvi dizer que quando os malfeitores
Assistem a uma peça que os imita,
Toca-lhes a alma a perfeição da cena
E confessam de súbito os seus erros:
Pois o crime de morte, sem ter língua,
Falará com o milagre de outra voz:
Esses atores, diante de meu tio,
Repetirão a morte de meu pai;
Vou vigiar-lhe o olhar, sondá-lo ao vivo!
Se trastejar, eu sei o que farei.
O fantasma talvez seja um demônio,
Pois o demônio assume aspectos vários
E sabe seduzir: ele aproveita
Esta melancolia e esta fraqueza,
Já que domina espíritos assim,
Para levar-me à danação: preciso
Econtrar provas menos duvidosas.
É com a peça que penetrarei
O segredo mais íntimo do rei."

¹Hécuba: Mulher de Príamo, o rei de Tróia no romance épico Ilíada. Diziam ser a mulher mais bela de toda Tróia.

O trecho acima é um dos mais bonitos e interessantes de toda a obra Hamlet. Nele, Hamlet se debate em três momentos: em morrer de amores, em incapacidade de vingança e em incerteza de vingança.
Hamlet era o príncipe da Dinamarca, filho do falecido Rei Hamlet. Dois meses após sua morte, sua mulher se casou com seu irmão, Cláudio, tornando-os rei e rainha. Inconformado com a recuperação rápida de sua mãe da morte do pai, Hamlet entra em um estado de pseudo-depressão. É assim, nesse estado, que seu amigo Horácio o chama a ver um fantasma que se parece com seu pai. O fantasma lhe diz que é o espectro de seu falecido pai, que fora assassinado pelo irmão e que Hamlet deveria vingá-lo. O fantasma conta que, enquanto o Rei Hamlet dormia no jardim, o seu irmão veio e despejou um venêno em seu ouvido, fazendo-o morrer. Hamlet então entra em um estado, agora, de loucura, pois não só sua mãe "superara" a morte do marido, mas casara-se justo com o assassino deste!
Tendo começado a divagar muito, seus pais se preocupam com ele e chamam o conselheiro real, Polônio. Ele lhes diz que Hamlet, provavelmente está assim, devido ao fato de todas as cartas e declarações que mandara a sua filha, Ofélia, o pai mandara que ignorasse-as, tratando-as como tolice da juventude. De fato, Hamlet amava Ofélia de todo o coração e essa também o amava.
Logo após isso, Hamlet se encontra com dois velhos amigos, Rosencrantz e Guildenstern que lhe avizam que um grupo de atores vem interpretar para o rei. Hamlet então tem uma idéia. Ele pede aos atores que encenem uma peça que retrate uma morte semelhante à de seu pai, pois dizem que se um assassino vê alguém representar seu assassinato, a cena toca-lhe profundamente a alma e ele prontamente confessa. Com isso, Hamlet finalmente decide se o fantasma era o demônio disfarçado ou era mesmo o espectro de seu pai.
Gradow
Ato I
Cena III

"Ainda aqui Laertes! Corre a bordo!
O vento sopra as velas do teu barco
E tu ficas. Recebe a minha bênção.
Guarda estes poucos lemas na memória!
Sê forte. Não dês língua a toda idéia
Nem forma ao pensamento descabido;
Sê afável, mas sem vulgaridade.
Os amigos que tens por verdadeiros,
Agarra-os a tu'alma em fios de aço;
Mas não procures distração ou festa
Com qualquer camarada sem critério.
Evite entrar em brigas; mas se entrares,
Agüenta firme, a fim de que outros te temam.
Presta a todos ouvido, mas a poucos
A palavra; Ouve a todos com censura
Mas reserva o teu próprio julgamento.
Veste de acordo com tua bolsa
Porém sê rico sem ostentação,
Pois o ornamento às vezes mostra o homem;
Que em França, os de mais alta sociedade
São seletos e justos nesse ponto.
Não sejas usurário nem pedinte:
Emprestando há o perigo de perderes
O dinheiro e o amigo; e se o pedires,
Esquecerás as normas da poupança.
Sobretudo sê leal contigo mesmo
E assim como se segue a noite ao dia
Não poderás ser falso com ninguém."

Polônio: Pai de Ofélia, a amada de Hamlet.
Laertes: Irmão de Ofélia.
No trecho citado acima, Laertes estava prestes a viajar para a França e, após um longo diálogo de despedida e aconselhamentos com sua irmã, recebe a bênção de seu pai, junto com alguns conselhos.
Gradow
Ato I
Cena IV

"Se o amor é brutal para contigo, sê tu também brutal para com ele. Se te fere, fere-o também, e vencê-lo-ás. Dai-me uma máscara. Ora aqui está uma máscara a cobrir outra. Que importa agora que qualquer olhar curioso venha esmiuçar as minhas deformidades? Esta fronte de espessas sobrancelhas corará por mim."

Mercúcio: Melhor amigo de Romeu junto com Benvólio.
No trecho acima, os três amigos se dirigiam para o baile de máscaras dos Capuleto. Mercúcio está aconselhando Romeu sobre Rosalinda, a mulher que este amava irremediávelmente, e que estaria na festa.
Rosalinda: Amada de Romeu. Romeu já se declarara diversas vezes para ela, porém ela nunca correspondera ao seu amor.
Gradow
Ato II
Cena II

"Só se ri das cicatrizes aquele que nunca sentiu uma ferida. Mas... devagar! Qual é a luz que brilha através daquela janela? É o Oriente, e Julieta é o Sol. Ergue-te, ó Sol resplandecente, e mata a Lua invejosa, que já está fraca e pálida de dor ao ver que tu, sua sacerdotiza, és muito mais bela do que ela própria. Não queiras mais ser sua sacerdotiza já que tão invejosa é! As roupagens de vestal são doentias e lívidas, e somente os loucos as usam. Deita-as fora! Esta é minha dama! Oh, eis o meu amor! Se ela o pudesse saber... Está a falar! Não, não diz nada; mas quê isso importa? O seu olhar é que fala e eu vou responder-lhe... Sou ousado demais, não é para mim que ela fala. Duas das mais belas estrelas de todo o firmamento, quando têm alguma coisa a fazer, pedem aos olhos dela que brilhem nas suas esferas até que elas voltem. Oh! Se os seus olhos estivessem no firmamento e as estrelas no seu rosto! O esplendor da sua face envergonharia as estrelas do mesmo modo que a luz do dia faria envergonhar uma lâmpada. Se os seus olhos estivessem no Céu, lançariam, através das regiões etéreas, raios de tal esplendor que as aves cantariam, esquecendo que era noite. Vede como ela enconsta a face à sua mão. Oh! quem me dera ser a luva dessa mão, para poder tocar a sua face."